Avô costuma falar pouco e dizer muito. Um olhar, uma piada, um "vem cá, minha princesa" que a neta nunca esquece.
Quando ele grava o que sente, essa voz atravessa os anos e chega na hora certa: no aniversário de 15, na formatura, no dia em que ela entrar na igreja.

O baile, o primeiro encontro, o pedido de namoro. A neta vai adorar saber que o amor da família começou ali.
O primeiro emprego, a casa construída, o esforço para dar estudo aos filhos. Ela vai entender de onde veio tudo.
A primeira vez que ela chamou "vovô", o colo depois do almoço, as perguntas sem fim.
Sobre não ter medo, sobre escolher bem as pessoas, sobre sempre poder voltar para casa.
Que seja feliz, que seja livre, que nunca se diminua por ninguém.

Para gravar com ela no colo.
Curta e verdadeira.
Com humor.
Para ela ouvir aos 15 ou aos 18.
Uma bênção de avô.
Para a neta que lembra a avó.
Para ler na festa.
Para os aniversários de criança.
Carinhosa.
Leve.
Para dar força.
Sobre o amor.
Para os 18 anos.
Uma promessa.
Para os 15 anos.

Para a formatura.
Para o casamento.
Para quando ela for mãe.
Uma frase para fechar.
Muitos avôs travam na frente do celular. Funciona melhor como conversa: alguém pergunta ("vô, como você conheceu a vó?") e ele responde do jeito dele.
Grave em pedaços, em dias diferentes. Ninguém precisa ouvir antes da hora, e dá para refazer quantas vezes quiser até lacrar.

Na Cápsula do Tempo do Teuel, a mensagem do avô fica lacrada até a data escolhida: os 15 anos, os 18, a formatura, o casamento.
No dia, ela chega sozinha no WhatsApp ou no e-mail da neta, na voz dele.
Pode ser só áudio. A voz já carrega quase tudo, e fotos de vocês completam a lembrança.
Podem. Um completa a história do outro, e costuma ser a parte que a neta mais gosta.
Na data que vocês escolherem: 15 anos, 18 anos, formatura, casamento ou outra data importante.
Você grava no seu tempo, em até 30 dias, e escolhe o dia da entrega: de 6 meses a 20 anos à frente. Depois de selada, ninguém abre antes da data. Começar não custa nada.